quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Rápida


MAIS UMA CONQUISTA EM
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DESIGN PARA A BUSSCAR


A rodada brasileira do International Design Excellence Award (IDEA), considerado o maior prêmio de design dos Estados Unidos e um dos maiores do mundo, promovido desde 1980 pela Industrial Designers Society of America (IDSA), conferiu à Busscar Ônibus S/A o PRÊMIO IDEA/BRASIL 2009, na categoria transporte com modelo Panorâmico DD. Segundo a encarroçadora catarinense, esta premiação vem confirmar o sucesso de vendas deste modelo, inspirado nas linhas de design de outro produto de sucesso da Busscar, o Vissta Buss Elegance 360, premiado em 2009 com o “IF Design Award (considerado o “Oscar” do design europeu).O IDEA/Brasil é uma realização da Associação Objeto Brasil em parceria com a Agência de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com o endosso da Industrial Designers Society of America (IDSA). Conta com o apoio das mais importantes organizações empresariais, profissionais e acadêmicas relacionadas com o setor, e a chancela de um Conselho Empresarial representativo dos diferentes segmentos do mundo dos negócios.

História do transporte



GRANDIOSIDADE SOBRE RODAS


Um breve histórico traçando em linhas evolutivas o desenvolvimento do maior ônibus urbano do mundo.

Antonio Ferro


Ele é considerado o maior ônibus do mundo. Uma versão genuinamente brasileira que rendeu frutos por outros paises, o bi articulado representa uma criação impar em beneficio ao transporte urbano. Suas raízes podem ser encontradas em Curitiba, cidade que revelou muitos dos modernos conceitos que atualmente exemplificam a eficácia quando o assunto é BRT. Se em 1991 essa inovação ganhou vida sob a marca da Volvo, é necessário irmos um pouco mais além para conhecer a idéia gênese do modelo. Desde a década de 1960 a marca sueca produz os seus chassis articulados para o mercado europeu. No Brasil ele chegou em 1978, duas unidades do chassi B58 importadas para testes na capital paranaense. Porém, o chassi articulado com uma configuração própria ao mercado local, montado em terras brasileiras, foi apresentado pela também sueca Scania um ano depois em um congresso sobre transporte urbano de passageiros. A possibilidade de um ônibus urbano transportar 150 passageiros, frente aos 80 de uma carroçaria convencional, permitiu uma grande evolução no modo coletivo sobre pneus.

Os primeiros articulados da marca Volvo apareceram na década de 1960
Foto - VolvoBus

O interesse e o sucesso pelo modelo logo se manifestaram. Com o acelerado processo de expansão as cidades brasileiras careciam de um melhor sistema com uma rede integrada dotada de infra-estrutura capaz de atender as crescentes demandas de passageiros e de veículos maiores, com alta capacidade de transporte. No ano de 1981 a Volvo inicia a produção nacional do articulado B58 e o chassi B111 da Scania, já testado em várias cidades brasileiras, mostrava sua eficiência operacional nas cidades com sistemas de transporte urbano estruturados. E foi em Curitiba, cidade que adotou os corredores exclusivos para ônibus como solução para a mobilidade no transporte coletivo, que a inovação desse tipo de chassi teve presença em maior volume. Tais corredores exclusivos ou canaletas, como conhecidas pelos curitibanos, foram idealizados no começo dos anos de 1970 e ganharam o mundo com suas operações rápidas e seguras. Mas a partir dos anos 80 a cidade viu seu número de passageiros aumentar e a necessidade de mais ônibus exigiu empenho da municipalidade.


No Brasil, os modelos surgiram no final dos anos 70.
Fotos - Volvo do Brasil e reprodução

O criador do projeto bi articulado Juarez Fioravanti, ex-engenheiro da Volvo que trabalhou na montadora desde 1983 até o inicio deste ano e um interessado pelo negócio ônibus, conta que a idéia para solucionar a problemática do crescente volume de passageiros seria a criação de um veículo maior que os modelos articulados. “Não havia nada no mundo naquela época (1991) similar em se tratando de ônibus urbanos e o chassi articulado B58 nos serviu de plataforma para o pioneiro protótipo do bi articulado”, revelou. E o primeiro chassi bi articulado, após arranjos em toda parte mecânica, cumpriu seu testes operacionais, ainda secretos, pelas madrugadas curitibanas rodando nas canaletas. O sigilo do laboratório de campo só foi quebrado quando a policia, a URBS e a imprensa flagram o experimento, logo contornado para manter a idéia longe dos holofotes.

Mas um chassi projetado apenas para uma articulação, com potência e torque desenvolvidos adequadamente para essa operação, seria capaz de tracionar uma versão maior? “Felizmente não foi preciso mexer na unidade motor, que já estava super dimensionada para o articulado da época e eu consegui uma boa distribuição de peso sobre o eixo de tração, que no articulado dava margem a uma certa patinagem quando exigido maior esforço do sistema”, respondeu Fioravanti. Após aprovados todos os ajustes, o protótipo recebeu uma carroçaria produzida pela Marcopolo. Segundo Fioravanti, um batalhão composto por 254 soldados do exército e demais autoridades, foram transportados para comprovar, nesse inusitado teste operacional, a eficácia do modelo em deslocar um alto número de passageiros. Com um resultado positivo, o chassi seguiu para a matriz da Volvo para a homologação e o interesse pelo bi articulado ficou visivelmente demonstrado pelo então prefeito de Curitiba Jaime Lerner. “Houve um interesse todo especial por parte do prefeito Jaime Lerner neste modal, pois vinha a resolver as necessidades de transporte de massa, com conforto e segurança, do sistema de Curitiba, o primeiro BRT do mundo”, destacou o engenheiro. Com isso o processo de produção foi iniciado e as primeiras 33 unidades do chassi foram comercializadas com carroçarias de 25m de comprimento das marcas Ciferal (GLS Bus) e Marcopolo (Torino) pintadas na cor cinza. O B58 era dotado com motor de 286 HP e câmbio automático. O metrô de superfície, como ficou conhecido inicialmente o modelo, ofereceu como vantagens a maior capacidade no transporte de passageiros, um custo menor de sua operação e implantação, a sua flexibilização, o seu poder de tirar um grande número de automóveis das ruas e os baixos índices de poluição emitidos.

Na época de seu lançamento o bi articulado foi chamado de Metrobus
Foto - Volvo do Brasil

O gigante das ruas ganharia, tempos depois, novas configurações e outros modelos de carroçarias. Em 1995 a Marcopolo desenvolveu uma exclusiva e sob medida carroçaria para Curitiba, denominada Torino GV-LS (Long Size) com um design diferenciado em sua área frontal; altura interna de 2,20 metros, 30 cm a mais que os primeiros modelos; e a adoção de um teto inteiriço feito em fibra de vidro, que eliminou a necessidade de rebites e reduziu o peso do veículo. A pintura externa deixou de ser cinza e recebeu um vermelho vivo, como nos primeiros modelos Veneza. Do B58 para o modelo B10M a partir de 1994 e em 2004 com o B12M, com maior comprimento – 27m. foram muitas as modificações ao longo dos últimos anos, a começar pela introdução de novos motores, com maior performance (hoje ele possui o bloco DH12D de 340 CV) e menos poluentes e o uso da tecnologia embarcada como fórmula de sucesso operacional, possibilitando o diagnóstico eletrônico das funções vitais do veículo. A capacidade de transporte também aumentou para quase 300 passageiros. Outra novidade da Volvo em ônibus maiores foi apresentar ao mercado nacional em 2009 a sua versão bi articulada do chassi B9Salf com 100% de piso baixo em sua extensão, tornando-se um veículo com acessibilidade total no transporte urbano.

Curitiba detém as origens do modelo.
Foto - Memória Marcopolo

E a otimização operacional dos bi articulados é o grande trunfo para ampliar o atendimento ao passageiro em um sistema organizado composto por vias exclusivas para ônibus. Prova disso é que o consagrado sistema de BRT de Bogotá, na Colômbia, (veja matéria neste blog) terá as suas primeiras 10 unidades bi articuladas já neste ano para operarem com outros tantos chassis articulados. Para melhorar ainda mais o rendimento desse tipo de ônibus em cidades onde há corredores, mas com grande número de cruzamentos e semáforos, Juarez Fioravanti aposta na adoção de tecnologias que privilegiem o fluxo dos veículos em seus deslocamentos. “Com o acionamento dos semáforos via um sistema inteligente externo ou instalado no próprio bi articulado e que venha a garantir um tempo seguro de abertura em relação ao tempo de abertura no sentido cruzado, será uma excelente opção para se promover eficácia do transporte”, mostrou.

São Paulo foi outra grande cidade brasileira a adota-lo
Foto - Volvo do Brasil

Desde 1991 já foram produzidas mais de 350 unidades do bi articulado Volvo. Pela América Latina, o verdadeiro reduto do modelo, além do Brasil, países como a Colômbia, Jamaica, República Dominicana e México utilizam em seus sistemas de transporte coletivo a grandiosidade sobre rodas. Fioravanti está aposentado, mas não afastado do tema ônibus. Criou a 3F Consultores para tratar de assuntos ligados ao ônibus e transporte urbano. “Continuo a colaborar com as cidades e seus sistemas agora como consultor especialista em transporte urbano”, finalizou ele.


Cidade do México – Metrobus optou por veículos bi articulados
Foto - Volvobus
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Benefícios e vantagens encontradas na operação com ônibus de alta capacidade de passageiros.
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O sistema integrado, aquele em que há corredores exclusivos para ônibus ligando geralmente extremos de uma cidade, com pontos de paradas a cada 500 ou 600 metros e terminais dotados de infra-estrutura necessária para a comodidade dos usuários, pode custar de 10% a 15% do total exigido para se investir no modal metro/ferroviário. Seu tempo de implantação é outra vantagem, cerca de um terço se comparado a outros sistemas.

Ônibus articulados (até 180 passageiros) ou bi articulados (270 passageiros) rodando por canaletas exclusivas podem alcançar uma velocidade média de 22 km/h, podendo atingir níveis maiores, dependendo do projeto escolhido. Além disso, o uso de ônibus maiores apresenta economia no consumo de combustível.

Estações de embarque ao nível do piso (tipo tubo) facilitam a entrada e saída de passageiros e aumenta a velocidade média do sistema.

Redução do tempo de viagens, segurança, cidade atrativa e moderna e melhoria na qualidade de vida e ambiental.
Sistemas dessa natureza são beneficiados com financiamentos privilegiados do BNDES para a implantação de infra-estrutura.


Fonte - Volvo do Brasil

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Rápida


300 CARROÇARIAS BUSSCAR
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PARA A COLÔMBIA

A catarinense Busscar Ônibus irá fornecer 300 carroçarias em sistema CKD para o novo corredor exclusivo de BRT Transmetro, da cidade colombiana de Barranquilla, localizada no norte daquele país junto ao Mar do Caribe. As unidades serão montadas na planta da Busscar de Colômbia S/A, subsidiária da marca brasileira instalada na cidade de Pereira. As operadoras Sistur Transportes Urbanos e Metrocaribe adquiriram 92 articulados Urbanuss Pluss e outras 89 unidades do mesmo modelo, mas na configuração Padron com 12m de comprimento, sobre chassis Scania e 119 micro ônibus que receberão chassis Chevrolet. Segundo a Busscar, a sua participação nesta operação certifica sua experiência em sistemas de BRT através do desenvolvimento de engenharia e do produto e envio das carroçarias em forma de CKD para posterior montagem na Colômbia. O montante da negociação foi superior a US$ 18 milhões e os primeiros veículos, representando 40% do total adquirido, serão entregues até abril de 2010, sendo o restante em lotes até dezembro de 2010. A Busscar de Colômbia mantém sua liderança no fornecimento de carrocerias para sistemas de transportes massivo na Colômbia, com participação em 65% do mercado. A encarroçadora já forneceu ônibus para os principais sistemas de BRT do país, como o Transmilenio, de Bogotá; Metrocali da cidade de Cali e o Megabus, de Pereira.


100% da frota de ônibus do Transmetro será da marca Busscar.


Ônibus urbanos
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TIRO NO PÉ
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Antonio Ferro
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Proibir a circulação dos ônibus fretados pelo centro de São Paulo é um verdadeiro tiro no pé dado pela administração municipal. É uma incongruência gerada pelo egoísmo de uma sociedade com quatro rodas que preferem a tranqüilidade de seu automóvel a ter que enfrentar a rotina diária dos sistemas de transporte de massa encontrados na cidade. A capacidade desses sistemas há tempos que chegou ao limite e exigir a transferência dos passageiros que escolheram um modo mais confortável, coletivo e ambientalmente correto ao metrô ou aos ônibus urbanos é falhar no desafio de promover um transporte eficaz e com propostas que todos clamam – a melhoria do fluxo do sistema viário. Acredito que, quem obrigou esse regulamento absurdo nunca pôs os pés dentro de um ônibus, metrô ou trem e conheceu a verdadeira situação dos que usam o transporte coletivo. Decisões de gabinete são cômodas e ótimas pra resolveram no papel o que ninguém tem a coragem de fazer – restringir o individual e fomentar o coletivo. Para quem quer ser uma das sub-sedes da Copa de 2014, e receber até a abertura do evento, a atitude tem tudo a ver em como não proporcionar uma guinada, para o bem, de seus sistemas de transporte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BRT


NOVAS FRONTEIRAS
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AO BI ARTICULADO


Antonio Ferro


Volvo fornece o primeiro lote de chassis bi articulados para o Transmilenio de Bogotá, confirmando assim o sucesso representado como solução para as operações em sistemas BRT.


Ele já está presente em várias cidades da América Latina, mas ainda não operava no mais consagrado sistema de ônibus dos últimos tempos – o Transmilenio de Bogotá. Não falta mais. O chassi bi articulado Volvo B12M iniciou a sua operação justamente no dia do aniversário da capital colombiana, que completa 471 anos e tem em seu sistema de trânsito rápido de ônibus um exemplo mundial de operação eficaz em transporte urbano. Para o segundo semestre deste ano a Volvo fornecerá 10 unidades desse chassi encarroçadas pela Superpolo - subsidiária da Marcopolo naquele país - com o modelo Gran Viale. “A opção por adquirir os veículos bi articulados Volvo mostra uma visão moderna para o setor por parte dos gestores do Transmilenio, pois o uso desses veículos representa excelente opção para ampliar o atendimento ao usuário, diminuir o tempo de deslocamento, aumentar o número de passageiros e reduzir as emissões de poluentes”, disse Ediltron Gomes, gerente da Volvo Bus Latin America para a Colômbia.
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Com capacidade para transportar 260 passageiros, os novos ônibus possuem motor horizontal DH12D eletrônico com 340 CV localizado no entre eixos do primeiro módulo do chassi.
Divulgação/Volvo


As cinco primeiras unidades já foram entregues e contam com o bloco de 12 litros e 340 CV (Euro 3). O restante será equipado com motor para atender a norma Euro 4, pois a Colômbia terá a partir de janeiro de 2010 a vigência dessa nova resolução para veículos que operem em sistemas de transporte massivo. A Volvo também fornecerá um lote com 40 chassis B12M articulados. Todos os novos ônibus foram adquiridos pela operadora Ciudad Móvil. Outros 560 chassis da marca sueca já rodam pelo Transmilenio desde sua constituição, em 2001. O uso de veículos com maior capacidade em transporte proporcionou a retirada de 7 mil ônibus particulares de pequeno porte, economia no consumo de combustível e a redução em torno de 59% das emissões de poluentes, de acordo com levantamento feito pelo município. A Volvo informa que os sistemas de BRT são soluções práticas de implantação em curto espaço de tempo. “Estas e outras conquistas amealhadas pelo Transmilenio possibilitaram ao sistema ser o único grande projeto de transportes aprovado pelas Nações Unidas para gerar e vender créditos de carbono. Países industrializados que excederam seus limites de emissões de poluentes sob o Protocolo de Kyoto ou que simplesmente desejam ter uma imagem vinculada à ecologia podem comprar créditos do BRT colombiano. Além de as outras nações poderem equilibrar seus balanços de emissões, a venda dos créditos pode render receitas de US$ 100 milhões a US$ 300 milhões para a cidade de Bogotá”, revelou Per Gabell, presidente da Volvo Bus Latin America.

Per Gabell - Essa venda confirma a grande capacidade de transporte e a eficiência dos chassis Volvo no sistema Transmilenio

O Transmilenio é formado por eixos troncais com linhas expressas que cruzam a cidade em vários sentidos. São 101 estações de ônibus, 60 rotas alimentadoras, cerca de 1,6 milhão de passageiros transportados diariamente e 266 bairros atendidos. É considerado um modelo de eficiência, pois apresentou benefícios mútuos ao trânsito na cidade, com a diminuição da enorme frota de veículos de pequeno porte que transitava pela região central e do número de acidentes de trânsito, além de contribuir significativamente para a melhoria da qualidade do ar. “A Volvo é reconhecida por não se limitar a vender ônibus, mas por oferecer soluções completas de transporte, que atendem tanto as necessidades do transportador como as do gestor do sistema”, afirmou Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America. De acordo com informações da montadora, mais de 80% da frota do segmento de articulados na América Latina leva o nome Volvo consigo.


Divulgação/Marcopolo

A apresentação dos novos ônibus teve grande cobertura por parte da mídia colombiana. Um evento realizado pela prefeitura de Bogotá enfatizou a importância, aos moradores da capital, dessa nova iniciativa para a melhoria de seu sistema de transporte.


Divulgação/Marcopolo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Transporte urbano


SERVIÇO PREMIUM
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AOS CARIOCAS


Antonio Ferro


Operadora carioca de ônibus urbanos coloca a prova mais uma alternativa para atrair e fidelizar os passageiros de ônibus.


Usuários do transporte coletivo do Rio de Janeiro que têm como destinos finais os aeroportos, a zona sul carioca e o centro da cidade já podem contar com a linha de ônibus Premium, serviço diferencial promovido pela Real Auto Ônibus apresentado neste mês de agosto. Foram investidos R$ 15 milhões em uma nova frota com 40 ônibus dotados de carroçarias Marcopolo Ideale 770 e chassis Volksbus 15.190 EOD. Com logomarca e layout diferenciados dos demais carros da companhia, os veículos possuem GPS, TV a bordo, câmera interna e externa, rede Wi-Fi, aviso sonoro informando aos clientes sobre os pontos de parada (presença ainda de informações adesivadas no interior mostrando todo o itinerário), ar condicionado e poltronas tipo rodoviária.


O sistema de rastreamento (GPS) dos novos ônibus foi fornecido pela M2M Solutions, do Rio de Janeiro. De acordo com a empresa, o monitoramento integral informa posição, comportamentos e estado de funcionamento dos veículos. Os dados são transmitidos em tempo real e gravados em histórico. Com isso consegue-se a redução dos custos operacionais, a reeducação dos funcionários e a eliminação de fraudes. Para complementar as informações aos usuários do serviço foram instalados dois painéis (um no terminal Castelo e outro no Leblon) que transmitem on line o tempo de operação de cada veículo, permitindo ao passageiro saber quando chegará o próximo ônibus. Quanto a tarifa, são dois os valores – R$ 4,00 e R$ 7,00 – dependendo do trajeto a ser realizado.


“Pensando no conforto e na otimização do tempo de nossos clientes durante o trajeto nos ônibus, vamos oferecer facilidades como TV a bordo e rede Wi-Fi. O nosso objetivo é ser uma alternativa viável ao usuário de automóvel, além de investir e melhorar ainda mais a qualidade do transporte urbano da cidade do Rio de Janeiro”, disse Claudio Callak, diretor-presidente da Real Auto Ônibus. Segundo informações, a meta é ter até o final deste ano 77 ônibus incluídos nessa classe diferencial de transporte oferecida pela empresa. De acordo com a assessoria de imprensa da Real, o objetivo com esse novo serviço oferecido é atrair o empresário que utiliza o automóvel para trabalhar e acaba perdendo muito tempo no trânsito. Há uma expectativa de retorno de passageiros em torno de 30%. No ano passado a transportadora realizou pesquisas no sentido de se verificar os anseios de seus clientes para se alcançar uma excelência operacional.

A Real Auto Ônibus foi fundada em 1953 e é uma das mais tradicionais no cenário carioca. A companhia atua principalmente no centro e na Zona Sul da cidade, com uma frota de 462 veículos, segmentada em linhas Premium, Vip e ônibus urbanos tradicionais.


Imagens Divulgação


Serviço Premium (linhas iniciais):
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2018: Aeroporto Internacional X Alvorada (Via Zona Sul)
Trajeto: Ilha do Governador, São Cristóvão, Praça Mauá, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca.

2018.3: Aeroporto Internacional X Alvorada (Via Linha Amarela)
Trajeto: Ilha do Governador, Bonsucesso, Linha Amarela e Barra da Tijuca

2015: Castelo x Leblon
Trajeto: Castelo, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon.

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Linhas que ainda vão se tornar Premium:
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2014: Praça Mauá X Gávea (Via Praia do Flamengo)
Trajeto: Praça Mauá, Centro, Gloria, Flamengo, Botafogo, Jardim Botânico e Gávea.

2017: Rodoviária X Leblon (Via Aterro do Flamengo)
Trajeto: Rodoviária, Praça Mauá, Centro, Gloria, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon.

2019: Castelo X São Conrado (Via Praia do Flamengo)
Trajeto: Castelo, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon e São Conrado.

2145: Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont
Trajeto: Ilha, Bonsucesso, Rodoviária, Centro e Aeroporto Santos Dumont

2145.1: Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont (Expresso) Trajeto: Ilha, Linha Vermelha e Aeroporto Santos Dumont
Fonte – Real Auto Ônibus.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Transporte urbano



100% BIOCOMBUSTÍVEL

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Antonio Ferro


Curitiba será a primeira cidade brasileira a testar em seus ônibus urbanos o uso de biodiesel sem a mistura do combustível convencional.


A partir de agosto deste ano a curitibana Linha Verde, o mais novo BRT da capital paranaense, entra pra história como o primeiro sistema estruturado do país a testar o uso de 100% de biodiesel em seus ônibus. O acordo, envolvendo a Prefeitura de Curitiba, a URBS (órgão gerenciador do sistema de transportes), as operadoras do transporte, as montadoras de chassis, o produtor do biocombustível, entre outros, foi firmado para garantir os testes preliminares com o B100 em seis ônibus. Segundo a prefeitura curitibana, após as análises preliminares todos os 18 ônibus da Linha Verde, que fazem a linha Pinheirinho - Carlos Gomes, passam a operar com o combustível alternativo. “A cidade vem trabalhando de forma contínua para reduzir a emissão de poluentes pela frota de veículos, adotando, por exemplo, misturas do diesel com biocombustíveis em percentuais entre 20% e 50%. Agora não há mistura, é 100% biodiesel e isso só foi possível com a parceria da URBS e do município com os fabricantes, os operadores, institutos de pesquisa e fabricante e distribuidor de biodiesel”, revelou Elcio Karas, gestor de Vistoria e Cadastro do Transporte Coletivo da URBS.


Prefeito em exercício Luciano Ducci assina acordo inédito.
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O biodiesel é utilizado no Brasil na forma de mistura com o diesel comum. Recentemente o governo federal autorizou o aumento dessa mistura em 4%, caracterizando o combustível como B4. Conforme informações do portal Biodiesel, com a implantação do B4, a demanda saltará dos atuais 1,35 bilhão para 1,8 bilhão de litros anuais. Esse percentual deve chegar a 5% no ano que vem. Algumas fabricantes de motores já realizaram testes com até 50% de biodiesel, porém 100% é algo inédito nessa alternativa, representando um significativo salto tecnológico que abre reais possibilidades para a substituição do petróleo em médio prazo. “O programa curitibano do biocombustível na Linha Verde terá acompanhamento permanente de todas as áreas envolvidas com avaliação de consumo, desempenho e emissão de poluentes”, enfatizou Karas. O biodiesel a ser usado em Curitiba virá da soja e será disponibilizado pela usina BSBIOS, uma das parceiras do projeto. A estimativa é que sejam consumidos 20 mil litros do combustível por mês, podendo proporcionar uma redução de até 50% na emissão de poluentes em relação ao diesel tradicional.


Ônibus Scania rodarão com o B100
Fotos - Secretaria de Comunicação / Prefeitura de Curitiba
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Durante os testes de campo serão utilizados 12 ônibus das empresas operadoras da Linha Verde, a Viação Cidade Sorriso e Auto Viação Redentor, sendo seis veículos (três chassis Scania e três Volvo) abastecidos com 100% do biodiesel e o restante com diesel convencional. Segundo a URBS, todos os veículos serão monitorados sob os mesmos aspectos para análise comparativa direta de resultados da manutenção entre o uso do combustível alternativo e o óleo diesel. Na questão veicular, a Scania está presente em Curitiba com seu novo chassi urbano K310 articulado 8x2. “Para rodar com 100% de biodiesel (B100), não há necessidade de alterações em nosso motor, desde que o combustível a ser utilizado atenda a norma européia EN14214 e sejam seguidos os padrões de serviços e manutenção. Naquele continente vários veículos já rodam de acordo com as especificações solicitadas”, adiantou Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil. A EN14214 descreve as propriedades que o biodiesel deve seguir como aspecto, viscosidade, teor de enxofre, corrosividade, entre outros itens. A montadora ainda informa que seus veículos já rodam normalmente com a mistura B4 e que no laboratório de campo que acontecerá na Linha Verde ela terá participação integral, acompanhando todos os resultados no sentido de se conseguir uma eficaz operação. “Todo combustível que traga comprometimento global com o meio ambiente e conseqüente não cause impactos negativos ao ser humano, é sempre promovido pela Scania e isto ocorre naturalmente quando ofertamos nossa tecnologia a qual está sendo usada agora neste projeto”, disse Pereira.



Wilson Pereira – Para a Scania participar do projeto curitibano deve ser respeitada a qualidade do combustível conforme ANP07 e haja monitoramento das amostras através de análises e qualidade do transporte e armazenagem para garantir a estabilidade do combustível antes do tanque do veículo.
Foto - Scania do Brasil
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Este canal consultou a Volvo, mas a montadora não quis se manifestar quanto ao assunto.
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Empresas e instituições parceiras do projeto B100
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Urbanização de Curitiba S/A – URBS - coordenadora do programa, responsável pela verificação e levantamento de dados técnicos como consumo de combustível e óleo lubrificante e pela medição de fumaça.

Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) - Responsável pelo monitoramento da qualidade do biocombustível segundo os critérios da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O Tecpar ainda determinará a composição química do biocombustível por metodologia apropriada que estará disponível a qualquer tempo para verificação.

Programa Brasileiro de desenvolvimento Tecnológico de Combustíveis Alternativos (Probiodiesel) - Fará o monitoramento e interpretação dos resultados relativos à qualidade do biocombustível e dos dados operacionais e manutenção da frota. Isos se dará com base nas informações do Tecpar, URBS, Secretaria do Meio Ambiente, Volvo, Scania e a BSBIOS, empresa que disponibilizará o combustível às empresas de Curitiba.

Volvo do Brasil / Scania do Brasil - ambas elaborarão um programa específico de manutenção para os ônibus que usarão o B100.

BSBIOS Indústria e Comercio de Biodiesel Sul Brasil S/A - Disponibilizará o biodiesel feito a partir da soja.

RDP - Distribuidora de Petróleo Ltda - Com sede em Curitiba fará a retirada do biodiesel na BSBIOS, transportando-o até Curitiba, para armazenamento e posterior entrega às empresas Redentor e Cidade Sorriso.

Viação Cidade Sorriso / Auto Viação Redentor - Com a concordância da URBS, as duas empresas disponibilizam para os testes doze ônibus - seis Volvo B12M articulados ano 2008, com motor eletrônico de 340 CV e seis Scania K310 8x2 articulado, ano 2008, com motor eletrônico de 310CV.

Fonte – Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Curitiba