sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sistemas urbanos



No ritmo dos grandes ônibus


Por Antonio Ferro


O transporte urbano realizado por ônibus com maior capacidade tem sido uma das grandes virtudes em proporcionar melhores condições aos usuários do sistema. Claro que somente os veículos não são suficientes para agregar valores a um transporte eficiente, mas já auxiliam no cada vez mais sobrecarregado serviço urbano de deslocamento de passageiros das médias e grandes cidades brasileiras. São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, é mais um exemplo em utilizar um tipo de ônibus urbano que ganha vitrine nestes últimos tempos. O modelo de chassi K270 com 15 m de comprimento, produzido pela Scania do Brasil, pode ser chamado como o intermediário que cumpre uma função diferencial, onde a demanda de usuários não exige uma versão articulada, mas que também não comporta os tipos convencionais.


Cada novo veículo é capaz de transportar 100 passageiros


É por isso que a operadora SBCTrans, que possui uma frota com 350 ônibus e com projeto para renova-la com veículos 100 % acessíveis dentro dos próximos anos, adquiriu 25 chassis K270 (6x2) com piso baixo e sistema de ajoelhamento, sob carroçarias Millennium da Caio Induscar. Segundo a Scania, cada novo ônibus com 15 metros pode transportar 25% mais passageiros em relação aos modelos convencionais de 12 ou 13 metros. A capacidade é para 100 passageiros. Os novos veículos beneficiarão cerca de 20 mil pessoas por dia. “A venda dos chassis de 15 metros para a SBCTrans consolida o modelo como solução eficiente para o transporte urbano de passageiros nos grandes centros e mostra que os gestores do transporte público começam, efetivamente, a valorizar veículos que apresentam mais tecnologia, conforto e capacidade para o transporte de passageiros”, disse Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania.

Wilson - Qualidade da marca Scania foi o diferencial

Para a direção da SBCTrans, a qualidade da marca Scania foi a principal motivação para a compra desses novos ônibus. “Esta é a primeira vez que adquirimos veículos da marca. Esperamos que nossas expectativas sejam atendidas, traduzindo ótimos resultados em economia, confiabilidade e conforto para os passageiros”, revelou José Romano Neto, diretor da operadora.



Fotos - Scania

Nostalgia



O sultão das estradas


Por Antonio Ferro


O Expreso Brujula S/A de Transporte e Turismo, empresa paraguaia de ônibus que realiza a ligação entre São Paulo e Asuncion, capital daquele país, possuía em suas rotas de longas distâncias o modelo mexicano Sultana (6x2), uma carroçaria rodoviária com um piso e meio, semelhante ao modelo norte-americano GM Coach PD 4501. Dotado do potente motor Detroit 8-71, o respectivo veículo tinha a capacidade para transportar 40 passageiros, além de ser equipado com uma pequena cozinha e wc. Uma versão 8x2 também foi produzida pela marca mexicana.


Imagem - Johan Verscheure

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fim de carnaval, começa o Brasil

Por Antonio Ferro

Bom, o carnaval 2009 acabou. Será que a partir de agora o Brasil anda, corre ou se arrasta? Ou a crise financeira mundial é mais uma desculpa para mantermos baixo o nosso moral, impedindo que nosso desenvolvimento seja real frente às adversidades? Ou ainda, será uma crise existencial? Vamos refletir.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Rápida


Ônibus é enfatizado em campanha publicitária



Por Antonio Ferro




Os novos ônibus articulados da San Diego Metropolitan Transit System estão em evidência pelas ruas da cidade californiana. Uma campanha publicitária composta por 13 outdoors, cartazes fixados nos pontos de ônibus e até na promoção de um concurso de fotografia organizado pelo órgão gerencial do transporte, mostram aos moradores de San Diego os benefícios de um sistema de transporte que utiliza ônibus articulados produzidos pela NABI e dotados de propulsão a gás natural. “A nossa meta com a campanha é mostrar uma imagem positiva do transporte com a operação de ônibus modernos e atraentes e com a utilização de um combustível alternativo ao diesel, com baixos índices de emissões poluentes”, disse Rob Schupp, Diretor de Comunicações da MTS. Ao todo são 26 novos articulados do modelo BRT, com 18 m de comprimento, em substituição aos veículos mais antigos da frota da operadora.


Divulgação

Rápida



Guichês da Itapemirim recebem decoração de carnaval



Por Antonio Ferro


A Viação Itapemirim decorou os seus guichês nas principais rodoviárias do país reproduzindo máscaras de carnaval, serpentinas e colares coloridos, antecipando o clima que será dominante no país nos próximos dias. Segundo a direção da empresa, A ação faz parte das estratégias de venda de passagens para o período. Os destinos mais procurados vêm sendo Florianópolis, Guarapari, Rio de Janeiro, Vitória e zona da mata mineira (Ipatinga, Cataguazes, Muriaé, entre outras cidades). A Itapemirim informou também que está patrocinando no Nordeste o Programa do Mução, um dos maiores fenômenos de audiência da região. Os comerciais de 30 segundos estão sendo retransmitidos em cerca de 60 cidades que fazem parte da Rede Nordeste de Rádio, dentro do projeto “Mução Verão”, até esta sexta-feira, dia 20. Estão sendo abrangidas emissoras de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Ceará, Maranhão e Sergipe. É estimada uma audiência próxima a quatro milhões de ouvintes.

Kleber Rubens
Rápida


Caio Induscar ganha direito de fornecer ônibus escolares


Por Antonio Ferro


Divulgação

Após o pregão on line realizado em janeiro passado pelo Governo do Brasil para a compra de 6.600 unidades de ônibus escolares, a Caio Induscar ficou com direito para fornecer 2.775 veículos ao programa federal “Caminhos da Escola”. Segundo a encarroçadora paulista, o fornecimento desses ônibus depende da vontade e disponibilidade de verba das prefeituras para a aquisição dos veículos. Para isso são oferecidos condições de financiamento com suporte do BNDES e FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). “Agora que ganhamos o direito, temos que direcionar nossos esforços para termos as vendas realmente efetuadas com as verdadeiras interessadas no programa”, comentou José Gildo Vendramini, gerente nacional de vendas da empresa. A Caio Induscar destaca suas qualidades encontradas em seus mais diversos tipos de carroçarias produzidas em sua unidade de Botucatu, atendendo perfeitamente as necessidades de seus clientes.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Opinião
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Sem investimentos não há futuro
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Por Antonio Ferro
(Republicado)
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Meus quilômetros já percorridos com o tema ônibus me fez escrever estas poucas linhas. Com o interesse pelo assunto, tenho acompanhado pelo mundo inteiro novos desenvolvimentos em se tratando de produtos, materiais utilizados, além de trações e combustíveis alternativos. O avanço proporcionado é o que me surpreende, pois em cada local do cenário global, há uma nova perspectiva quanto a prática de um transporte sustentável. Vejo que nos Estados Unidos ocorre uma verdadeira corrida para apresentar veículos mais modernos e compatíveis com o meio ambiente e que ofereçam maior conforto ao principal agente dessa cadeia, o passageiro. Afinal, quem paga a passagem é ele. Não posso esquecer que há ainda os subsídios governamentais, que proporcionam uma melhor inteiração com o transporte público. Mesmo assim, naquele país a cultura do automóvel é grande, o que me faz pensar que não haveria interesse em procurar novos métodos para que o transporte público, principalmente o de pneus, avance. Pelo contrário há. Lá os governos locais estão preocupadíssimos com o que pode acontecer se não houver alguma alternativa real e otimizada para o setor. Vejo que esforços não faltam.

Também na Europa o pensamento dominante para o que pode acontecer no futuro próximo em relação ao nosso meio ambiente coloca em primazia toda a sociedade na busca por alternativas e soluções ideais. Fabricantes e montadoras, além de órgãos governamentais cada vez mais exigentes, trabalham juntos para que haja resultados positivos dentro de curtos e médios espaços de tempo.

E por aqui, o quanto avançamos? Essa é uma pergunta que sempre faço e encontro como resposta a falta de interesse, o momento econômico e a ausência de Estado e da sociedade em não lutar para que esse conceito mude. Muitos falam que não há dinheiro para investimentos sociais e tecnológicos. Outros argumentam que o principal foco ainda é o petróleo e seus sub-produtos. Não vejo estratégias, nem políticas que fomentem o desenvolvimento sustentável. Somos considerados a “terra dos ônibus”, mas não possuímos um programa exemplar para soluções ecologicamente corretas em termos de combustíveis e trações. Uma verdadeira crise em aproveitar idéias originais e exemplos com múltiplos benefícios. Muito menos encontro bases para investimentos em um transporte eficaz, que tenha uma rede coordenada onde todos os modais se completem. Vejo sim dinheiro escorrendo pelas mãos e pelos “ladrões”* de nossa sociedade, cada dia mais passível ao mal que suporta.

* Deixe me explicar antes que alguém se sinta ofendido e queira me processar. Ladrões - aberturas, canos ou calhas por onde se escoam automaticamente a água de um reservatório.