segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ônibus urbanos
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TIRO NO PÉ
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Antonio Ferro
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Proibir a circulação dos ônibus fretados pelo centro de São Paulo é um verdadeiro tiro no pé dado pela administração municipal. É uma incongruência gerada pelo egoísmo de uma sociedade com quatro rodas que preferem a tranqüilidade de seu automóvel a ter que enfrentar a rotina diária dos sistemas de transporte de massa encontrados na cidade. A capacidade desses sistemas há tempos que chegou ao limite e exigir a transferência dos passageiros que escolheram um modo mais confortável, coletivo e ambientalmente correto ao metrô ou aos ônibus urbanos é falhar no desafio de promover um transporte eficaz e com propostas que todos clamam – a melhoria do fluxo do sistema viário. Acredito que, quem obrigou esse regulamento absurdo nunca pôs os pés dentro de um ônibus, metrô ou trem e conheceu a verdadeira situação dos que usam o transporte coletivo. Decisões de gabinete são cômodas e ótimas pra resolveram no papel o que ninguém tem a coragem de fazer – restringir o individual e fomentar o coletivo. Para quem quer ser uma das sub-sedes da Copa de 2014, e receber até a abertura do evento, a atitude tem tudo a ver em como não proporcionar uma guinada, para o bem, de seus sistemas de transporte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BRT


NOVAS FRONTEIRAS
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AO BI ARTICULADO


Antonio Ferro


Volvo fornece o primeiro lote de chassis bi articulados para o Transmilenio de Bogotá, confirmando assim o sucesso representado como solução para as operações em sistemas BRT.


Ele já está presente em várias cidades da América Latina, mas ainda não operava no mais consagrado sistema de ônibus dos últimos tempos – o Transmilenio de Bogotá. Não falta mais. O chassi bi articulado Volvo B12M iniciou a sua operação justamente no dia do aniversário da capital colombiana, que completa 471 anos e tem em seu sistema de trânsito rápido de ônibus um exemplo mundial de operação eficaz em transporte urbano. Para o segundo semestre deste ano a Volvo fornecerá 10 unidades desse chassi encarroçadas pela Superpolo - subsidiária da Marcopolo naquele país - com o modelo Gran Viale. “A opção por adquirir os veículos bi articulados Volvo mostra uma visão moderna para o setor por parte dos gestores do Transmilenio, pois o uso desses veículos representa excelente opção para ampliar o atendimento ao usuário, diminuir o tempo de deslocamento, aumentar o número de passageiros e reduzir as emissões de poluentes”, disse Ediltron Gomes, gerente da Volvo Bus Latin America para a Colômbia.
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Com capacidade para transportar 260 passageiros, os novos ônibus possuem motor horizontal DH12D eletrônico com 340 CV localizado no entre eixos do primeiro módulo do chassi.
Divulgação/Volvo


As cinco primeiras unidades já foram entregues e contam com o bloco de 12 litros e 340 CV (Euro 3). O restante será equipado com motor para atender a norma Euro 4, pois a Colômbia terá a partir de janeiro de 2010 a vigência dessa nova resolução para veículos que operem em sistemas de transporte massivo. A Volvo também fornecerá um lote com 40 chassis B12M articulados. Todos os novos ônibus foram adquiridos pela operadora Ciudad Móvil. Outros 560 chassis da marca sueca já rodam pelo Transmilenio desde sua constituição, em 2001. O uso de veículos com maior capacidade em transporte proporcionou a retirada de 7 mil ônibus particulares de pequeno porte, economia no consumo de combustível e a redução em torno de 59% das emissões de poluentes, de acordo com levantamento feito pelo município. A Volvo informa que os sistemas de BRT são soluções práticas de implantação em curto espaço de tempo. “Estas e outras conquistas amealhadas pelo Transmilenio possibilitaram ao sistema ser o único grande projeto de transportes aprovado pelas Nações Unidas para gerar e vender créditos de carbono. Países industrializados que excederam seus limites de emissões de poluentes sob o Protocolo de Kyoto ou que simplesmente desejam ter uma imagem vinculada à ecologia podem comprar créditos do BRT colombiano. Além de as outras nações poderem equilibrar seus balanços de emissões, a venda dos créditos pode render receitas de US$ 100 milhões a US$ 300 milhões para a cidade de Bogotá”, revelou Per Gabell, presidente da Volvo Bus Latin America.

Per Gabell - Essa venda confirma a grande capacidade de transporte e a eficiência dos chassis Volvo no sistema Transmilenio

O Transmilenio é formado por eixos troncais com linhas expressas que cruzam a cidade em vários sentidos. São 101 estações de ônibus, 60 rotas alimentadoras, cerca de 1,6 milhão de passageiros transportados diariamente e 266 bairros atendidos. É considerado um modelo de eficiência, pois apresentou benefícios mútuos ao trânsito na cidade, com a diminuição da enorme frota de veículos de pequeno porte que transitava pela região central e do número de acidentes de trânsito, além de contribuir significativamente para a melhoria da qualidade do ar. “A Volvo é reconhecida por não se limitar a vender ônibus, mas por oferecer soluções completas de transporte, que atendem tanto as necessidades do transportador como as do gestor do sistema”, afirmou Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America. De acordo com informações da montadora, mais de 80% da frota do segmento de articulados na América Latina leva o nome Volvo consigo.


Divulgação/Marcopolo

A apresentação dos novos ônibus teve grande cobertura por parte da mídia colombiana. Um evento realizado pela prefeitura de Bogotá enfatizou a importância, aos moradores da capital, dessa nova iniciativa para a melhoria de seu sistema de transporte.


Divulgação/Marcopolo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Transporte urbano


SERVIÇO PREMIUM
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AOS CARIOCAS


Antonio Ferro


Operadora carioca de ônibus urbanos coloca a prova mais uma alternativa para atrair e fidelizar os passageiros de ônibus.


Usuários do transporte coletivo do Rio de Janeiro que têm como destinos finais os aeroportos, a zona sul carioca e o centro da cidade já podem contar com a linha de ônibus Premium, serviço diferencial promovido pela Real Auto Ônibus apresentado neste mês de agosto. Foram investidos R$ 15 milhões em uma nova frota com 40 ônibus dotados de carroçarias Marcopolo Ideale 770 e chassis Volksbus 15.190 EOD. Com logomarca e layout diferenciados dos demais carros da companhia, os veículos possuem GPS, TV a bordo, câmera interna e externa, rede Wi-Fi, aviso sonoro informando aos clientes sobre os pontos de parada (presença ainda de informações adesivadas no interior mostrando todo o itinerário), ar condicionado e poltronas tipo rodoviária.


O sistema de rastreamento (GPS) dos novos ônibus foi fornecido pela M2M Solutions, do Rio de Janeiro. De acordo com a empresa, o monitoramento integral informa posição, comportamentos e estado de funcionamento dos veículos. Os dados são transmitidos em tempo real e gravados em histórico. Com isso consegue-se a redução dos custos operacionais, a reeducação dos funcionários e a eliminação de fraudes. Para complementar as informações aos usuários do serviço foram instalados dois painéis (um no terminal Castelo e outro no Leblon) que transmitem on line o tempo de operação de cada veículo, permitindo ao passageiro saber quando chegará o próximo ônibus. Quanto a tarifa, são dois os valores – R$ 4,00 e R$ 7,00 – dependendo do trajeto a ser realizado.


“Pensando no conforto e na otimização do tempo de nossos clientes durante o trajeto nos ônibus, vamos oferecer facilidades como TV a bordo e rede Wi-Fi. O nosso objetivo é ser uma alternativa viável ao usuário de automóvel, além de investir e melhorar ainda mais a qualidade do transporte urbano da cidade do Rio de Janeiro”, disse Claudio Callak, diretor-presidente da Real Auto Ônibus. Segundo informações, a meta é ter até o final deste ano 77 ônibus incluídos nessa classe diferencial de transporte oferecida pela empresa. De acordo com a assessoria de imprensa da Real, o objetivo com esse novo serviço oferecido é atrair o empresário que utiliza o automóvel para trabalhar e acaba perdendo muito tempo no trânsito. Há uma expectativa de retorno de passageiros em torno de 30%. No ano passado a transportadora realizou pesquisas no sentido de se verificar os anseios de seus clientes para se alcançar uma excelência operacional.

A Real Auto Ônibus foi fundada em 1953 e é uma das mais tradicionais no cenário carioca. A companhia atua principalmente no centro e na Zona Sul da cidade, com uma frota de 462 veículos, segmentada em linhas Premium, Vip e ônibus urbanos tradicionais.


Imagens Divulgação


Serviço Premium (linhas iniciais):
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2018: Aeroporto Internacional X Alvorada (Via Zona Sul)
Trajeto: Ilha do Governador, São Cristóvão, Praça Mauá, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca.

2018.3: Aeroporto Internacional X Alvorada (Via Linha Amarela)
Trajeto: Ilha do Governador, Bonsucesso, Linha Amarela e Barra da Tijuca

2015: Castelo x Leblon
Trajeto: Castelo, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon.

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Linhas que ainda vão se tornar Premium:
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2014: Praça Mauá X Gávea (Via Praia do Flamengo)
Trajeto: Praça Mauá, Centro, Gloria, Flamengo, Botafogo, Jardim Botânico e Gávea.

2017: Rodoviária X Leblon (Via Aterro do Flamengo)
Trajeto: Rodoviária, Praça Mauá, Centro, Gloria, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Leblon.

2019: Castelo X São Conrado (Via Praia do Flamengo)
Trajeto: Castelo, Centro, Glória, Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon e São Conrado.

2145: Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont
Trajeto: Ilha, Bonsucesso, Rodoviária, Centro e Aeroporto Santos Dumont

2145.1: Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont (Expresso) Trajeto: Ilha, Linha Vermelha e Aeroporto Santos Dumont
Fonte – Real Auto Ônibus.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Transporte urbano



100% BIOCOMBUSTÍVEL

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Antonio Ferro


Curitiba será a primeira cidade brasileira a testar em seus ônibus urbanos o uso de biodiesel sem a mistura do combustível convencional.


A partir de agosto deste ano a curitibana Linha Verde, o mais novo BRT da capital paranaense, entra pra história como o primeiro sistema estruturado do país a testar o uso de 100% de biodiesel em seus ônibus. O acordo, envolvendo a Prefeitura de Curitiba, a URBS (órgão gerenciador do sistema de transportes), as operadoras do transporte, as montadoras de chassis, o produtor do biocombustível, entre outros, foi firmado para garantir os testes preliminares com o B100 em seis ônibus. Segundo a prefeitura curitibana, após as análises preliminares todos os 18 ônibus da Linha Verde, que fazem a linha Pinheirinho - Carlos Gomes, passam a operar com o combustível alternativo. “A cidade vem trabalhando de forma contínua para reduzir a emissão de poluentes pela frota de veículos, adotando, por exemplo, misturas do diesel com biocombustíveis em percentuais entre 20% e 50%. Agora não há mistura, é 100% biodiesel e isso só foi possível com a parceria da URBS e do município com os fabricantes, os operadores, institutos de pesquisa e fabricante e distribuidor de biodiesel”, revelou Elcio Karas, gestor de Vistoria e Cadastro do Transporte Coletivo da URBS.


Prefeito em exercício Luciano Ducci assina acordo inédito.
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O biodiesel é utilizado no Brasil na forma de mistura com o diesel comum. Recentemente o governo federal autorizou o aumento dessa mistura em 4%, caracterizando o combustível como B4. Conforme informações do portal Biodiesel, com a implantação do B4, a demanda saltará dos atuais 1,35 bilhão para 1,8 bilhão de litros anuais. Esse percentual deve chegar a 5% no ano que vem. Algumas fabricantes de motores já realizaram testes com até 50% de biodiesel, porém 100% é algo inédito nessa alternativa, representando um significativo salto tecnológico que abre reais possibilidades para a substituição do petróleo em médio prazo. “O programa curitibano do biocombustível na Linha Verde terá acompanhamento permanente de todas as áreas envolvidas com avaliação de consumo, desempenho e emissão de poluentes”, enfatizou Karas. O biodiesel a ser usado em Curitiba virá da soja e será disponibilizado pela usina BSBIOS, uma das parceiras do projeto. A estimativa é que sejam consumidos 20 mil litros do combustível por mês, podendo proporcionar uma redução de até 50% na emissão de poluentes em relação ao diesel tradicional.


Ônibus Scania rodarão com o B100
Fotos - Secretaria de Comunicação / Prefeitura de Curitiba
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Durante os testes de campo serão utilizados 12 ônibus das empresas operadoras da Linha Verde, a Viação Cidade Sorriso e Auto Viação Redentor, sendo seis veículos (três chassis Scania e três Volvo) abastecidos com 100% do biodiesel e o restante com diesel convencional. Segundo a URBS, todos os veículos serão monitorados sob os mesmos aspectos para análise comparativa direta de resultados da manutenção entre o uso do combustível alternativo e o óleo diesel. Na questão veicular, a Scania está presente em Curitiba com seu novo chassi urbano K310 articulado 8x2. “Para rodar com 100% de biodiesel (B100), não há necessidade de alterações em nosso motor, desde que o combustível a ser utilizado atenda a norma européia EN14214 e sejam seguidos os padrões de serviços e manutenção. Naquele continente vários veículos já rodam de acordo com as especificações solicitadas”, adiantou Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil. A EN14214 descreve as propriedades que o biodiesel deve seguir como aspecto, viscosidade, teor de enxofre, corrosividade, entre outros itens. A montadora ainda informa que seus veículos já rodam normalmente com a mistura B4 e que no laboratório de campo que acontecerá na Linha Verde ela terá participação integral, acompanhando todos os resultados no sentido de se conseguir uma eficaz operação. “Todo combustível que traga comprometimento global com o meio ambiente e conseqüente não cause impactos negativos ao ser humano, é sempre promovido pela Scania e isto ocorre naturalmente quando ofertamos nossa tecnologia a qual está sendo usada agora neste projeto”, disse Pereira.



Wilson Pereira – Para a Scania participar do projeto curitibano deve ser respeitada a qualidade do combustível conforme ANP07 e haja monitoramento das amostras através de análises e qualidade do transporte e armazenagem para garantir a estabilidade do combustível antes do tanque do veículo.
Foto - Scania do Brasil
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Este canal consultou a Volvo, mas a montadora não quis se manifestar quanto ao assunto.
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Empresas e instituições parceiras do projeto B100
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Urbanização de Curitiba S/A – URBS - coordenadora do programa, responsável pela verificação e levantamento de dados técnicos como consumo de combustível e óleo lubrificante e pela medição de fumaça.

Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) - Responsável pelo monitoramento da qualidade do biocombustível segundo os critérios da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O Tecpar ainda determinará a composição química do biocombustível por metodologia apropriada que estará disponível a qualquer tempo para verificação.

Programa Brasileiro de desenvolvimento Tecnológico de Combustíveis Alternativos (Probiodiesel) - Fará o monitoramento e interpretação dos resultados relativos à qualidade do biocombustível e dos dados operacionais e manutenção da frota. Isos se dará com base nas informações do Tecpar, URBS, Secretaria do Meio Ambiente, Volvo, Scania e a BSBIOS, empresa que disponibilizará o combustível às empresas de Curitiba.

Volvo do Brasil / Scania do Brasil - ambas elaborarão um programa específico de manutenção para os ônibus que usarão o B100.

BSBIOS Indústria e Comercio de Biodiesel Sul Brasil S/A - Disponibilizará o biodiesel feito a partir da soja.

RDP - Distribuidora de Petróleo Ltda - Com sede em Curitiba fará a retirada do biodiesel na BSBIOS, transportando-o até Curitiba, para armazenamento e posterior entrega às empresas Redentor e Cidade Sorriso.

Viação Cidade Sorriso / Auto Viação Redentor - Com a concordância da URBS, as duas empresas disponibilizam para os testes doze ônibus - seis Volvo B12M articulados ano 2008, com motor eletrônico de 340 CV e seis Scania K310 8x2 articulado, ano 2008, com motor eletrônico de 310CV.

Fonte – Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Curitiba

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aguarde, pois a história da Scania em 50 anos de ônibus no Brasil logo será revelada.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Manutenção


AR CONDICIONADO
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OS PERIGOS ESCONDIDOS

Antonio Ferro

Como proceder corretamente a limpeza do ar condicionado para que ele não se torne um vilão ao passageiro com a presença de ácaros, fungos e bactérias.

Em um país de clima tropical e com altas temperaturas praticamente o ano todo – aqui se exclui a região sul no período de intenso inverno – o ar condicionado é um sonho de consumo de muitos passageiros de ônibus que trafegam por ruas ou estradas do Brasil. Considerado um dos itens atrativos oferecidos pelas empresas de ônibus para conquistar e fidelizar clientes, promovendo um ambiente agradável em todos os tipos de viagens, ele também é capaz de esconder alguns perigos que podem afetar a saúde de seus usuários através da sujeira infiltrada em todo o seu sistema. E para que isso não ocorra, os procedimentos de limpeza devem seguir a risca o que as fabricantes de aparelhos de ar condicionado preconizam em termos de manutenção adequada para maior vida útil do sistema e também na promoção de um ambiente limpo, sem risco de contaminações.

Cuidado redobrado para a limpeza dos aparelhos de ar condicionado.

“Os agentes causadores da sujeira estão em suspensão no ar, possuindo propriedades e tamanhos diferentes. A maioria dos ônibus com ar condicionado em operação no Brasil possui um pré-filtro (localizado na tampa de retorno do ar do salão), que obstrui a passagem das partículas de maior tamanho, mas permitem a passagem das partículas menores, que são as mais perigosas tanto para as pessoas que circulam, bem como para o equipamento”, disse Eduardo Gastaldo, diretor da Micarone, Ruiz e Cia, representante da marca Thermo King em Porto Alegre (RS). Essas pequenas partículas se alojam no equipamento, com ênfase na serpentina, diminuindo a performance da máquina e exigindo um maior esforço do compressor, o que aumenta o consumo de combustível. Para retê-las, o ideal é o uso de filtros anti-pólen. Entre as doenças mais comuns adquiridas pelos passageiros com a não limpeza do equipamento estão a sinusite, renite e a bronquite. Existe ainda a possibilidade da contração da bactéria Legionella Pneumophila (causadora de pneumonia ou doença do legionário), que pode se desenvolver na bandeja de líquido do equipamento.

Segundo o executivo da Mincarone, o intervalo de tempo para a limpeza dos equipamentos varia em função da operação dos ônibus. “Recomendamos que a manutenção completa deva ser feita a cada ano, mas que em ônibus urbanos, veículo que opera em grandes centros urbanos com altos índices de poluição, maior entrada e saída de pessoas, essa limpeza seja realizada em prazo menor. Já a troca de filtros anti-pólen e a aplicação de bactericida especial é feita a cada mês”, revelou ele. Para os ônibus com carroçarias rodoviárias a troca é indicada a cada três meses. A Mincarone orienta seus clientes, através da teoria e prática em sua própria sede, quanto aos primeiros passos em direção da correta higienização. Após isso, cada empresa realiza os procedimentos padrões de limpeza. Esse processo é feito pela retirada de alguns componentes do equipamento para a aplicação do bactericida. Porém, a estrutura do ar condicionado nos ônibus brasileiros não permite uma minuciosa depuração. Segundo Gastaldo, as carrocerias produzidas aqui trazem apenas um duto para passagem de ar e cabos elétricos, o que dificulta enormemente a higienização. “Temos orientado as engenharias das encarroçadoras a separar os dutos, mas isso depende de uma série de mudanças a serem estudadas e promovidas”, mostrou ele.

A limpeza e a manutenção do sistema de ar condicionado nos ônibus não seguem uma regra institucionalizada. Porém, normas e portarias destinadas a regulamentar o uso do equipamento em edificações servem para nortear os procedimentos usuais quando o assunto é a qualidade do ar em ambiente público. “Não há uma regulamentação especifica que rege a aplicação e manutenção de ar condicionado, aquecimento e ventilação para ônibus. Entretanto, buscamos flexibilizar nossos projetos para que nossos clientes possam utilizar como referência normas aplicadas nas edificações, como exemplo a NBR 16401 publicada em agosto de 2008 (que substitui a NBR6401) que trata Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários”, disse Paulo César de Lara, gestor de negócios da ClimaBuss Ltda. Para ele, a manutenção geral dos equipamentos de ar condicionado, aquecimento e ventilação, principalmente a limpeza dos filtros e dutos, previne o desenvolvimento de micro-organismos como fungos, bactérias e leveduras que podem provocar nos ocupantes do recinto climatizado doenças respiratórias, infecciosas ou mesmo alergias, além de que a manutenção é importante para eficiência energética do equipamento, com resultados positivos na economia de combustível e desempenho adequado do sistema.


Climabuss - Orientar o cliente para a perfeita manutenção.

A Climabuss produz equipamentos de ar condicionado para diversos modelos de carroçarias (do micro ônibus às urbanas e rodoviárias) desde 2001 na cidade de Joinville, SC. A marca dispõe de técnicos altamente qualificados e treinados para analisar e apontar o equipamento ideal, conforme a operação escolhida. “É importante que a correta realização dos procedimentos de limpeza seja feita por profissional especializado que pode identificar os componentes e evitar que sejam danificados. Por isso, recomendamos procurar o serviço autorizado local para executar a manutenção ou, tratando-se de frota, sugerimos o treinamento na Climabuss para tal operação”, finalizou Paulo de Lara.


* Freqüência sugerida e dosagem também devem ser verificadas de acordo com o bactericida utilizado e ou mediante laudos de eficiência de laboratórios especializados.
** A freqüência da limpeza regular dos filtros (somente limpeza) deve ser analisada pelo proprietário de acordo com o tipo de serviço.
Fonte - Climabuss

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Editorial
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ALGO A COMEMORAR COM
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O MEIO AMBIENTE?
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Antonio Ferro
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A grande aposta que o governo brasileiro faz na força do petróleo do pré-sal para impulsionar a economia do país e figurar-se como um dos principais atores da cena mundial dos combustíveis fósseis, nos revela duas grandes incongruências na realidade em que vivemos. Primeiro, porque a dependência pelo dito ouro negro na matriz energética dos transportes em tempos de grande preocupação ambiental, sem ao menos instituir políticas mais agressivas para a diminuição da poluição – diga-se em medidas para que os motores de combustão interna emitam índices reduzidos de emissões tóxicas – mostra a incapacidade e a fraqueza da gestão administrativa pública em não obrigar o setor automobilístico a se enquadrar nos avanços encontrados em outras partes do globo – vamos dizer Europa. Em segundo lugar, o não aproveitamento das alternativas energéticas que aqui se encontram – agora falo no transporte coletivo – e pela total falta de investimentos em tecnologias há muito tempo formadas em outros países, de maneira compatível e ampla, nos relega ao atraso para se alcançar o bem-estar coletivo.

Observa-se agora um grande número de exemplos em proporcionar uma alteração dos ônibus tradicionais em veículos com baixo impacto, utilizando-se ainda elementos complementares, como filtros de partículas, para se alcançar níveis reduzidos de poluição. Consagradas marcas mundiais já lançaram mão de seus testes operacionais na busca por soluções mais limpas, como a experiência híbrida. Alguns desses nomes de peso, que também sem encontram em nosso setor de transportes, promovem lá fora provas de campos que visam um transporte público adequado ao nosso tempo. Por que isso não ocorre por aqui? Por que esses mesmos nomes consagrados não elegem o Brasil como laboratório para suas pesquisas veiculares? O que falta para incentivo governamental e atitudes pioneiras na promoção dessas tecnologias que a todos beneficiam, clareza nas relações bi laterais? Ao nos apresentar as novidades e seus benefícios, as empresas podem mudar o conceito do transporte no Brasil. A resposta de praxe pode ser encontrada nos altos custos de investimentos, mas só isso não é suficiente para que seja postergada a introdução de algo moderno. Se fosse assim, ainda estaríamos na era da televisão a válvula. Quero um argumento convincente dos envolvidos.

O conteúdo das linhas acima não representa a idéia de um radicalismo exacerbado ou então palavras de um eco-chato. Apenas é minha visão para tentar modificar ou ver modificado um ambiente já contaminado, sem a menor idéia de qualidade, para que a sociedade possa sair dessa com algum crédito.